1A Órbita Bagunçada ao Redor do Nosso Planeta
Quando pensamos no espaço sideral, muitas vezes imaginamos um vácuo limpo e vazio, mas a área logo acima da Terra está, na verdade, ficando bem apinhada! Durante os últimos 60 anos de viagens espaciais, os humanos deixaram para trás muita coisa. Este 'Lixo Espacial Cósmico' inclui tudo, desde minúsculas gotas de líquido de arrefecimento congelado e lascas de tinta até satélites enormes e desativados do tamanho de ônibus escolares e estágios de foguetes descartados. Existem até alguns itens estranhos flutuando por lá, como uma luva perdida de um astronauta e uma câmera que se soltou durante uma caminhada espacial! Esses objetos não ficam parados; eles permanecem em órbita por anos, transformando o espaço ao redor da Terra em uma rodovia congestionada.
2Movendo-se Mais Rápido que uma Bala Desgovernada
O verdadeiro perigo do lixo espacial não é apenas o fato de ser 'lixo' — é a velocidade com que ele se move. Devido à gravidade e à velocidade necessária para permanecer em órbita, esses pedaços de detritos zunem ao redor do planeta a cerca de 28.000 quilômetros por hora. Isso é dez vezes mais rápido que uma bala! Nessa velocidade, até um pedacinho de metal do tamanho de uma bola de gude pode atingir um satélite funcionando com a força de uma granada de mão. Os cientistas estão particularmente preocupados com a 'Síndrome de Kessler', uma teoria na qual uma colisão cria tanto novo lixo que causa uma reação em cadeia, tornando impossível lançarmos novos foguetes com segurança.
3Rastreando o Lixo e Limpando
Então, como mantemos nossos corajosos astronautas na Estação Espacial Internacional seguros? Equipes especializadas, como a Rede de Vigilância Espacial dos EUA, usam radares gigantes para rastrear mais de 27.000 pedaços de lixo maiores que uma bola de vôlei. Se um pedaço de lixo chegar muito perto, a estação espacial precisa acionar seus motores para se afastar! Futuros cientistas já estão trabalhando em novas invenções legais para limpar a órbita. Algumas ideias incluem o uso de redes espaciais gigantes para capturar satélites antigos, usar arpões magnéticos para puxá-los para perto e até usar lasers de alta potência para empurrar o lixo para baixo, em direção à Terra, para que ele possa queimar inofensivamente em nossa atmosfera como um meteoro.