Você já tentou dizer uma coisa, mas sua língua decidiu dizer algo completamente diferente?
Talvez você tenha chamado seu professor de 'Mãe' ou tropeçado em uma calçada plana. Muitas vezes, pensamos em um erro como uma peça quebrada do nosso dia, mas psicólogos e historiadores os veem como janelas para o funcionamento do nosso subconsciente e como alcançamos a serendipidade.
Imagine uma manhã fria em Londres no ano de 1928. Um cientista chamado Alexander Fleming entra em seu laboratório após longas férias.
A sala está um pouco bagunçada: pilhas de pratos de vidro estão empilhadas no canto. Alguns deles começaram a desenvolver um mofo verde e felpudo porque ele se esqueceu de limpá-los antes de sair.
Imagine uma sala cheia de pratos de vidro, tubos borbulhantes e o cheiro de café velho. Partículas de poeira dançam na luz de uma janela de Londres. Parece uma bagunça, mas na verdade é uma fábrica de ideias.
A maioria das pessoas teria visto isso como um grande erro. Um laboratório desorganizado é geralmente uma coisa ruim para um cientista.
Mas enquanto Fleming olhava para os pratos arruinados, ele notou algo estranho. Perto de uma mancha de mofo, as bactérias que ele estava estudando haviam desaparecido.
Mira says:
"É como se o mofo fosse um convidado que apareceu sem ser chamado, mas acabou trazendo o melhor presente para a festa!"
Esse 'erro' acabou sendo um dos momentos mais importantes da história. Aquele mofo felpudo foi o início da penicilina, um medicamento que salvou milhões de vidas.
Se Fleming fosse perfeitamente arrumado, ou se tivesse jogado fora os pratos 'arruinados' sem olhar, talvez não tivéssemos a medicina moderna hoje.
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Às vezes, encontramos o que não estávamos procurando.
A Linguagem Secreta do Cérebro
Muito antes do laboratório bagunçado de Fleming, as pessoas achavam que os erros eram apenas sinais de que alguém era preguiçoso ou não estava prestando atenção. Mas então veio um médico em Viena chamado Sigmund Freud.
Freud vivia em um mundo de cortinas de veludo e livros pesados. Ele passava os dias ouvindo as pessoas falarem sobre seus sonhos e suas vidas cotidianas.
Sigmund Freud adorava colecionar estátuas antigas. Ele tinha centenas delas em sua mesa! Ele sentia que vasculhar a mente era muito parecido com ser um arqueólogo desenterrando tesouros escondidos.
Ele percebeu que, quando as pessoas cometiam um lapso de linguagem, geralmente não era aleatório. Ele chamou isso de parapraxia, embora hoje em dia muitas vezes chamemos de 'ato falho freudiano'.
Freud acreditava que nossas mentes têm um porão escondido chamado subconsciente. Esta é a parte do nosso cérebro que armazena sentimentos e pensamentos sobre os quais não estamos pensando no momento.
Finn says:
"Espere, então se eu disser 'Eu te amo' para minha pizza, isso significa que meu subconsciente está tendo uma reunião secreta sobre calabresa?"
Quando cometemos um erro, Freud achava que a porta do porão tinha se aberto acidentalmente. O erro era uma pequena espiada no que realmente estávamos sentindo lá no fundo.
Se você acidentalmente chama um jogo chato de 'trabalho', Freud poderia dizer que seu cérebro está dizendo que o jogo parece uma obrigação. Não foi um pensamento quebrado: foi um pensamento muito honesto.
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O homem não deve se esforçar para eliminar seus complexos, mas sim entrar em acordo com eles.
A Arquitetura do Erro
Para entender por que continuamos tropeçando em coisas ou esquecendo a lição de casa, precisamos olhar para como o cérebro é construído. Seu cérebro é mestre em atalhos.
Como o mundo está cheio de tanta informação, seu cérebro usa o viés cognitivo para tomar decisões rápidas. Ele tenta prever o que acontecerá a seguir com base no que aconteceu antes.
Um erro é um sinal de fracasso. Significa que você não estava preparado ou não se esforçou o suficiente. Deve ser corrigido e esquecido o mais rápido possível.
Um erro é um dado. É o feedback mais honesto que o mundo pode lhe dar. É um passo necessário para criar algo verdadeiramente original.
Às vezes, o cérebro prevê errado. Ele vê um padrão que não existe ou ignora um detalhe porque está com pressa.
É aqui que entra o tentativa e erro. Cada vez que você erra um gol no futebol ou toca a nota errada no piano, seu cérebro está, na verdade, coletando dados.
Mira says:
"Pense nisso como um GPS. Toda vez que você pega o caminho errado, o cérebro diz 'recalculando' e encontra um caminho mais interessante para o destino."
Esse processo é chamado de neuroplasticidade. Cada erro envia um sinal aos seus neurônios dizendo: 'Espere, isso não funcionou, vamos tentar um caminho diferente da próxima vez.'
Sem erros, seu cérebro nunca teria um motivo para mudar ou crescer. Um cérebro que nunca comete um erro é um cérebro que está parado.
Através das Eras: A História do 'Ops'
A Pressão para ser Perfeito
No nosso mundo moderno, muitas vezes nos dizem que os erros são algo a ser evitado a todo custo. Isso pode levar ao que é chamado de perfeccionismo.
Perfeccionismo é a sensação de que, se não estivermos 100% certos, falhamos. Mas um famoso especialista em crianças chamado Donald Winnicott tinha uma ideia diferente.
Crie uma 'Lista de Tarefas Inversa' para um dia. Em vez de escrever o que você precisa fazer, escreva três erros que você cometeu. Ao lado de cada um, escreva uma coisa interessante que aconteceu por causa desse erro.
Winnicott trabalhou com pais e filhos, e notou que pais 'perfeitos' na verdade tornavam as coisas mais difíceis para seus filhos. Ele cunhou o termo bom o suficiente.
Ele acreditava que ser 'bom o suficiente' era, na verdade, melhor do que ser perfeito. Quando um pai ou um professor comete um pequeno erro, isso dá à criança a chance de resolver um problema sozinha.
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Um especialista é uma pessoa que cometeu todos os erros que podem ser cometidos em um campo muito restrito.
Esses pequenos 'fracassos' são como rodinhas de treinamento para a vida. Eles nos ensinam resiliência, que é a capacidade de se recuperar quando as coisas dão errado.
Se tudo corresse perfeitamente todos os dias, você nunca aprenderia a consertar uma barraca vazando, como pedir desculpas ou como rir de si mesmo.
Algumas de suas coisas favoritas foram erros! O Biscoito com Gotas de Chocolate aconteceu quando um padeiro achou que pedaços de chocolate derreteriam na massa (eles não derreteram). Os Post-its foram feitos de uma cola que era 'fraca demais' para ser usada em aviões.
A Ciência do 'Ops'
Os cientistas agora sabem que os erros são, na verdade, um sinal de uma mentalidade de crescimento. Esta é a crença de que sua inteligência pode crescer com esforço.
Quando as pessoas com essa mentalidade cometem um erro, seus cérebros mostram mais atividade. Elas estão se inclinando para o erro para ver o que podem aprender com ele.
Algo para Pensar
Se você pudesse viver em um mundo onde nunca cometesse um único erro, você escolheria ficar lá?
Não há uma resposta certa ou errada para isso. Algumas pessoas acham a ideia de um mundo perfeito relaxante, enquanto outras acham que poderia ser um pouco entediante. O que você sentiria mais falta?
Em vez de ver um erro como uma placa de 'Pare', elas o veem como um desvio. Pode demorar mais para chegar onde você está indo, mas você verá muito mais do mundo no caminho.
Então, da próxima vez que você derramar o leite ou esquecer uma fala na peça da escola, lembre-se do mofo de Fleming. Seu 'ops' pode ser o começo de algo que você nunca esperou.
Perguntas sobre Psicologia
Por que sinto vergonha quando cometo um erro?
Como posso evitar cometer o mesmo erro duas vezes?
Alguns erros são simplesmente ruins?
A Beleza do Desequilíbrio (O 'Balançar')
A vida não é uma linha reta: é uma série de 'balanços' ou desvios. Do laboratório bagunçado de Alexander Fleming aos porões secretos da mente que Freud explorou, vemos que os erros são os fios que tornam a tapeçaria da história interessante. Continue balançando, continue questionando e continue cometendo aquelas bagunças magníficas.