Estatísticas 2026

Estatísticas de Bullying 2026 - Fatos e Tendências Principais

Entender o bullying é o primeiro passo para detê-lo. Embora os dados possam ser preocupantes – mostrando incidentes crescentes em algumas áreas e uma mudança para o assédio digital – eles também revelam o imenso poder do envolvimento dos pais e da intervenção dos colegas. Para famílias e educadores, esses números não são apenas estatísticas; são um mapa de onde procurar, quando intervir e como proteger as crianças sob nossa responsabilidade.

10 dados chave 6 fontes Atualizado 2026
O Cenário Atual: Prevalência e Escopo

Principais Conclusões

  1. 1 em cada 5 estudantes relata ter sofrido bullying na escola, um número que permanece significativamente alto.
  2. O cyberbullying aumentou, com 1 em cada 6 crianças globalmente e 46% dos adolescentes dos EUA sofrendo com isso.
  3. O bullying atinge o pico no Ensino Fundamental II, com 27% dos alunos do 6º ano relatando incidentes.
  4. Testemunhas são poderosas: O bullying para em até 10 segundos em 57% dos casos quando um colega intervém.
  5. O relato é baixo: Apenas 46% dos estudantes que sofreram bullying avisam um adulto na escola, destacando a necessidade de canais de comunicação mais seguros.

O Cenário Atual: Prevalência e Escopo

O bullying continua sendo uma das preocupações mais significativas para escolas e famílias em todo o mundo. Embora o bullying escolar tradicional tenha se estabilizado em algumas regiões, relatórios recentes de 2026 destacam um aumento preocupante em incidentes específicos, particularmente aqueles que envolvem intimidação e assédio. Os dados sugerem que, à medida que os alunos navegam em um mundo cada vez mais complexo, a linha entre conflito offline e online continua a se confundir.
19.2%

Estudantes Relatam Ter Sofrido Bullying

Quase 1 em cada 5 estudantes com idades entre 12 e 18 anos relatou ter sofrido bullying na escola durante o ano letivo.

Fonte: National Center for Education Statistics (NCES) (2022)

1 em 6

Crianças Vítimas de Cyberbullying

Um estudo da OMS Europa de 2024 descobriu essa proporção entre crianças em idade escolar, um número que aumentou desde 2018.

Fonte: World Health Organization (WHO) Europe (2024)

46%

Adolescentes Assediados Online

Quase metade dos adolescentes dos EUA com idades entre 13 e 17 anos vivenciou pelo menos um comportamento de cyberbullying.

Fonte: Pew Research Center (2022)

Novos dados emergindo no início de 2026 do Estado de Nova York indicam uma tendência de alta específica em incidentes de segurança escolar. Um relatório do Controlador do Estado destaca que bullying, discriminação e assédio são fatores que mais contribuem para o aumento no número de incidentes de segurança escolar relatados, juntamente com questões relacionadas a drogas.
O bullying não está desaparecendo; está evoluindo. Enquanto a prevalência física paira em torno de 20%, o assédio digital disparou para quase 50% dos adolescentes.

Onde e Como Ocorre o Bullying

Os pais geralmente se perguntam onde devem estar mais atentos. Os dados são claros: na escola, o corredor é o ponto quente; online, são as redes sociais. Entender a localização desses incidentes é crucial para um monitoramento eficaz.

Locais Onde Ocorre o Bullying (Instalações Escolares)

LocalPorcentagem de Relatos
Corredor ou escada43.4%
Sala de aula42.1%
Cantina26.8%
Área externa do terreno da escola21.9%
Online ou por mensagem15.3%
Banheiro ou vestiário12.1%

Source: National Center for Education Statistics (NCES) (2022)

Tipos Mais Comuns de Cyberbullying

0 12.5 25 37.5 50 32 Insultos of… 22 Espalhar bo… 17 Receber ima… 10 Ameaças fís… Tipo de Assédio Porcentagem de Adolescentes dos EUA

Fonte: Pew Research Center (2022)

O que conta como cyberbullying?
Cyberbullying inclui enviar, publicar ou compartilhar conteúdo negativo, prejudicial, falso ou malicioso sobre outra pessoa. Frequentemente ocorre através de SMS, aplicativos e redes sociais. As formas comuns incluem insultos ofensivos (relatados por 32% dos adolescentes) e espalhar boatos falsos (22%).
Onde e Como Ocorre o Bullying

A Diferença de Gênero e as Demografias

O bullying não afeta todas as crianças igualmente. O gênero desempenha um papel significativo tanto na probabilidade de ser vítima de bullying quanto no método de bullying usado. As meninas são significativamente mais propensas a serem alvo de boatos e exclusão, especialmente em espaços digitais.

Taxas de Cyberbullying por Gênero (Adolescentes dos EUA)

DemografiaQualquer CyberbullyingBoatos FalsosImagens Explícitas
Adolescentes Meninas54%28%22%
Adolescentes Meninos44%19%14%

Source: Pew Research Center (2022)

15%

Diferença de Gênero no Cyberbullying

Meninas (54%) são mais propensas que meninos (44%) a relatar ter sofrido assédio por cyberbullying online.

Fonte: Pew Research Center (2022)

Frequência do Bullying por Nível de Série

0 12.5 25 37.5 50 27 6º Ano 23 7º Ano 22 8º Ano 19 9º Ano 19 10º Ano 13 12º Ano Porcentagem de Bullying Relatado Nível de Série

Fonte: National Center for Education Statistics (NCES) (2022)

O ensino fundamental II (Middle School) continua sendo o período de pico para incidentes de bullying. Os relatórios mostram que 27% dos alunos do 6º ano relatam ter sofrido bullying, a taxa mais alta entre todas as séries registradas, em comparação com apenas 13% dos alunos do 12º ano. Este declínio acentuado sugere que a intervenção precoce no ensino fundamental II é crítica.

Perspectivas Globais: Um Desafio Mundial

O bullying não é um problema apenas nos Estados Unidos; é uma preocupação global de saúde pública. Dados recentes da OMS Europa mostram padrões distintos entre diferentes nações, lembrando-nos que a segurança digital é um desafio universal para os pais.

Prevalência de Cyberbullying em Países Selecionados (Meninos vs Meninas)

PaísMeninos (11-15 anos)Meninas (11-15 anos)
Bulgária28%26%
Moldávia28%24%
Polônia26%25%
Espanha6%6%

Source: World Health Organization (WHO) Europe (2024)

1 em 8

Adolescentes que Praticaram Cyberbullying Contra Outros

Globalmente, cerca de 1 em cada 8 adolescentes admitiu praticar cyberbullying contra outros, um número que aumentou desde 2018.

Fonte: World Health Organization (WHO) Europe (2024)

Embora as taxas variem por país, a tendência é de alta globalmente, com um aumento notável de crianças admitindo ser os perpetradores, e não apenas as vítimas.
Perspectivas Globais: Um Desafio Mundial

O Poder da Intervenção

Esta é a seção mais esperançosa dos dados. Embora o bullying seja prevalente, não estamos impotentes. As estatísticas sobre a intervenção dos colegas são incrivelmente poderosas – quando outras crianças intervêm, a dinâmica muda quase instantaneamente. Isso reforça por que ensinar empatia e coragem é tão importante quanto monitorar o tempo de tela.
57%

Bullying Para Quando Colegas Intervêm

Quando as testemunhas intervêm, o bullying para em até 10 segundos em 57% dos casos.

Fonte: Pacer's National Bullying Prevention Center (2024)

Estatísticas de Relato e Notificação

AçãoPorcentagem
Alunos que sofreram bullying e avisaram um adulto46%
Estudantes que acharam que o bullying aconteceria novamente42%

Source: National Center for Education Statistics (NCES) (2022)

Relatar bullying realmente ajuda?
Sim, mas muitos estudantes hesitam. Apenas 46% dos alunos que sofreram bullying avisam um adulto na escola. No entanto, a pesquisa mostra que a intervenção dos colegas é altamente eficaz, parando incidentes 57% das vezes em meros segundos. Encorajar as crianças a se manifestarem – seja por elas mesmas ou por amigos – é uma estratégia comprovada.
Não podemos depender apenas dos professores para ver tudo. Capacitar os alunos a se manifestarem é a ferramenta mais eficaz que temos, parando incidentes mais da metade das vezes.

Perguntas Comuns das Famílias

O cyberbullying está realmente aumentando ou está sendo apenas mais relatado?
Os dados apontam para um aumento real. Um estudo da OMS de 2024 confirma que as taxas de cyberbullying aumentaram desde 2018, com cerca de 1 em cada 6 crianças em idade escolar sofrendo com isso atualmente. A mudança para o aprendizado e socialização digital expandiu as oportunidades para conflitos online.
Em que idade o bullying é mais grave?
Os relatos de bullying atingem o pico no ensino fundamental II (Middle School). Especificamente, 27% dos alunos do 6º ano relatam ter sofrido bullying, a taxa mais alta entre as séries do 6º ao 12º ano. No 12º ano, isso cai para 13%, sugerindo que o início da adolescência é a janela crítica para a vigilância dos pais.
As escolas particulares são mais seguras contra o bullying do que as escolas públicas?
Não necessariamente. A porcentagem de estudantes que relataram ter sofrido bullying não foi significativamente diferente entre escolas públicas e privadas. O bullying é uma questão de dinâmica entre colegas que existe em quase todos os ambientes educacionais.
Quais são os sinais de alerta que devo procurar?
Os sinais de alerta podem ser sutis. Procure por ferimentos inexplicáveis, roupas ou eletrônicos perdidos ou destruídos, mudanças nos hábitos alimentares (como pular refeições) e queda nas notas. As crianças também podem fingir estar doentes para evitar a escola ou apresentar perda súbita de amigos.

Agindo: O Que Famílias e Educadores Podem Fazer

As estatísticas são o sinal, mas suas ações são a resposta. Saber que menos da metade dos alunos relata bullying a um adulto nos diz que precisamos tornar mais fácil, seguro e menos vergonhoso pedir ajuda. Veja como você pode usar esses números para fazer a diferença hoje.

O Que os Pais Podem Fazer

  1. Comece a conversa antes que aconteça. Como o bullying atinge o pico no 6º ano (27%), fale sobre amizades saudáveis e limites digitais no 4º e 5º ano.
  2. Fique atento aos 'Sinais Silenciosos'. Como apenas 46% das crianças relatam bullying, observe mudanças no sono, apetite ou uma relutância súbita em ir à escola.
  3. Ensine o 'Poder da Testemunha'. Lembre seu filho de que, se ele vir algo, manifestar-se ou procurar um adulto funciona 57% das vezes.

O Que os Educadores Podem Fazer

  1. Monitore os 'Pontos Quentes'. Os dados mostram que 43% do bullying acontece em corredores e escadas. Aumente a presença de adultos nessas zonas de transição.
  2. Crie canais de denúncia anônimos. O medo de retaliação é real; dê aos alunos uma maneira segura e sem rastros de alertar sobre os problemas.
  3. Intervenha imediata e consistentemente. Quando os adultos respondem rápida e consistentemente ao comportamento de bullying, eles enviam a mensagem de que ele não é aceitável.
Estamos progredindo. Embora o cenário digital apresente novos desafios, sabemos mais sobre bullying hoje do que nunca. Sabemos que a intervenção dos colegas funciona. Sabemos quais séries precisam de mais apoio. E sabemos que quando pais e professores trabalham juntos, as escolas se tornam lugares mais seguros para todos. Vamos usar esses números para construir um ano mais gentil.
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